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2016 – o ano de Overwatch

Por Jorge Botas em

Não tem ainda sete meses de idade, mas Overwatch começa a assumir-se como um dos grandes nomes dos eSports. O jogo da Blizzard amealhou quatro distinções nos Game Awards e reclamou para si o brilho dos holofotes na noite dedicada aos videojogos.

ano overwatch vga

Overwatch arrecadou o grande prémio de jogo do ano, prémio de melhor direcção, melhor jogo multiplayer e melhor jogo de eSports. Se não surpreende o facto de Overwatch ser vitorioso numa das categorias, vencer nas quatro deixou bastante gente surpreso por aquilo que conseguiu arrebanhar para si desde 24 de Maio, data em que foi lançado.

Face à concorrência, Jogo do Ano não surpreende – e aqui pelo Rubber Chicken, Overwatch figurará certamente na minha lista de jogos do ano – sendo multiplataformas, não tem os obstáculos de Uncharted 4 em angariar votos, o tipo de jogo é mais acessível que Doom ou Inside e Titanfall 2, por muito bom que seja, não terá tido tempo ainda para espremer todo o seu potencial.

Torço um pouco o nariz no que diz respeito a Direcção do jogo. Embora o conceito em si possa ser um pouco vago ou, pelo menos, o que se valorizou enquanto Direcção. Mas perante jogos como Battlefield 1, Uncharted 4, Titanfall 2 e Doom, não veria aqui Overwatch como um vencedor absoluto, de todo.

Nada a dizer, no entanto, para o facto de ser considerado o melhor jogo Multiplayer do ano. Confesso que não joguei ainda Overcooked ou Gears of War 4, mas Titanfall 2 sofre do mal que mencionei, pouco tempo ainda para explanar todas as suas potencialidades. Tom Clancy’s Rainbow Six Siege está muito bom mas é bastante mais limitado que Overwatch e Battlefield 1 entrou a modos que com o pé esquerdo na vertente multiplayer, com falhas que muito recentemente começaram a ser corrigidas. Por muito bons que Overcooked ou Gears of War 4 sejam, creio que, de facto, nenhum deles tem o imapcto que Overwatch teve.

Por último, o prémio de eSports do ano, também me suscita algumas dúvidas. Inatacável aquilo que Overwatch fez em sete meses, catapultando-se para o top 10 dos eSports mais lucrativos e angariando uma player base significativa e um número de eventos invejável, a verdade é que, em termos de público, estrutura e visibilidade, os números não lhe permitem ainda beliscar o top, onde Dota 2, Counter-Strike: Global Offensive e League of Legends se mantêm seguros há algum tempo. Overwatch está, seguramente no bom caminho. Mas muita calma nessa hora que ainda há um longo caminho a percorrer, como denota a recente Overwatch World Cup, na BlizzCon 2016, com quatro personagens a não serem utilizadas em nenhum dos jogos disputados. Onze delas foram utilizadas em menos de 10 % dos jogos realizados… ora são quase 50% dos 23 personagens. Vale o que vale, é certo. Mas se menos de metade das personagens é considerada viável competitivamente, há ali muito trabalho pela frente para melhorar e equilibrar o terreno de jogo, mesmo tendo em conta as metas e as modas.

Concorde-se ou não a 100% com estes prémios, certo é que o destaque, mais do que merecido, estava praticamente assegurado. Overwatch é, de facto, um dos marcos do ano e veio para ficar. O destino que a Blizzard possa dar-lhe, a ela caberá decidir, mas que há um enorme potencial por explorar, isso é inegável.

 

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Crónica do Rubber Chicken pela mão do Ricardo Mota

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