Estreia em LAN com sucesso! A primeira aparição de André “ag1L” Gil com a 100 Thieves aconteceu na Roman Imperium Cup V com um Top 8 em Gaia.
A viver uma experiência internacional inédita na carreira, ag1L sentou-se com a RTP Arena para discutir estes primeiros tempos com a gigante norte-americana, adaptação ao sistema de rain e até a prestação dos seus antigos colegas.
O jogador português ex-SAW fez um balanço positivo desta aventura com a 100 Thieves e olhou ainda à sua participação no torneio de Ricardo “roman” Oliveira, deixando ainda palavras de apreço a Lucas “zander” Carvalho pelo seu contributo na equipa.
Primeira LAN com a 100 Thieves concluída, como é que te sentes após esta estreia com a equipa?
Sinto-me bem. Foi um torneio onde não sabíamos muito bem que expectativas ter. Acho que fomos colocados também no grupo à partida mais difícil, com muitas equipas do top 20 a 40, dentro dessa faixa. Então conseguimos sair e ir até aos playoffs, que para nós… já foi um sucesso em si.
Ficámos com o sentimento de que conseguiríamos fazer mais no jogo contra BetBoom, mas para já, também para nós, o importante é sentir que conseguimos ser competitivos contra estas equipas.

Sobre o convite de 100T: “Acho era que impossível recusar, foi logo uma coisa muito boa para mim”
Este convite para te juntares surgiu ainda no decorrer da terceira Roman Imperium Cup. Qual foi a tua reação quando soubeste do interesse da 100 Thieves?
Foi assim um bocadinho em choque, diria, porque aconteceu tudo muito rápido e não estava bem à espera do convite. Diria que desde o momento que soube, fiquei logo on-board e obviamente aceitei logo.
Ter a oportunidade de trabalhar com as pessoas aqui envolvidas e o nome da organização também pesa muito, os jogadores em si, acho era que impossível recusar, foi logo uma coisa muito boa para mim.
Os teus ex-colegas também acabaram por assumir um desafio internacional, foram para BC.Game. O que tens achado da sua prestação junto do S1mple?
Acho que é sempre um bocado complicado também para eles, imagino, voltar a uma equipa internacional, até porque creio que tanto o krazy como o Aragorn não tenham essa experiência ainda nas carreiras deles, mas estão a ter agora.
Ir para uma equipa com o simple e com o electronic é sempre… Não se sabe muito bem o que esperar, diria. E também, a nível de egos e estrutura, têm a maneira deles de trabalhar e fazer as suas coisas, por isso não sei como é que isso iria encaixar logo de partida, mas…
Pelo que eu vi dos torneios, eles têm estado a evoluir, têm estado a jogar bem, a gente também tem treinado contra eles e… têm sido uma equipa bastante competitiva também nas praccs e tudo mais.
Acho que é também uma questão de como eles conseguem gerir dentro do servidor, emoções e tudo mais, eles vão estar bem, definitivamente.

ag1L acredita que os seus antigos companheiros podem encontrar sucesso na BC.Game. Fotografia: ESL/Adela Sznajder
Também já tinhas tido uma experiência internacional com SAW. Com novo IGL, novas posições, como é que tem sido a tua adaptação à estrutura e ao sistema implementado pelo rain?
Para o rain é uma novidade, para o Gla1ve também, são ambos novos nos roles deles, tiveram muito tempo a desempenhar tanto IGL como a role nos FaZe, que era um jogador mais de core, mais de equipa, mais de seguir do que de liderar.
Ao início não foi fácil, tanto porque estávamos a tentar descobrir como funcionar com tudo isto e que nível ou que sistema a gente ia implementar, tanto o Howie como o IGL e que impacto é que o gla1ve poderia ter dentro do sistema dele também como coach.
Ou seja, os dois estão a trabalhar bastante juntos para perceber como funcionar com a equipa. A nível de posições, não troquei muito da minha equipa passada. Só troquei mais no Nuke, estou a jogar na rampa e tem sido engraçado.
Sinto que consigo ter um pouco mais de controlo de jogo nos CTs, ter mais movimento. E também é uma coisa que eu gosto. De resto, tem sido uma experiência, se calhar, um bocado mais difícil do que estava à espera, porque começar do zero é mesmo muito mais complicado do que, como eu disse, estava à espera.
Então, tem sido desafiante nesse sentido, mas com trabalho das pessoas, dedicação e mente aberta dos indivíduos.
Por falar em trabalho, tu no dia-a-dia também contas com ajuda de outro português, do zander. Como é que tem sido trabalhar com ele e o seu input? Qual é que tem sido o contributo para a vossa evolução enquanto equipa?
Acho que o zander tem muito mais impacto, o trabalho dele não é tão visível para a comunidade, mas eu diria que ele a nível de conhecimento sabe tanto, se calhar até mais da meta atual do que a maioria das pessoas e das equipas.
Ele é mesmo muito bom, tanto como analista como na ajuda individual aos jogadores. Creio que muito sucesso que a gente está a ter recentemente é por causa dele e também pela maneira como ele gosta de preparar e ajudar a equipa e os jogadores em si.
De resto, só tenho coisas a dizer boas sobre ele.

Problemas de saúde condicionaram o arranque de ag1L na equipa. Fotografia por: ROMAN/Gabriel Lemos
As expectativas criadas em torno da equipa são muito altas, começaram a corresponder a elas aqui em Gaia. Que avaliação no geral é que tu fazes estes primeiros dois meses com a 100 Thieves?
O início de Janeiro não foi tão fácil, porque se calhar a maioria das pessoas não sabe, mas também tive um problema e tive que ter uma cirurgia e tudo mais, atrasou os treinos e para mim foi um bocado complicado.
Não só impactou os treinos mas também a minha disposição como pessoa, não estive a 100% e agora finalmente a recuperar um bocadinho depois disso, a nível de evolução acho que tem sido um crescendo todos os dias, todos os dias 1% melhores, é esse o nosso foco.
Melhorar todos os dias, especialmente agora. Este torneio serviu para perceber como podemos trabalhar melhor, como podemos antes de mais, diria, preparar estes jogos porque sentimos que, se calhar, no jogo dos BetBoom faltava alguma preparação em pequenos detalhes.
É um bocado isso, saber como utilizar a nossa preparação, porque de facto ela é feita, não é como se a gente não fosse preparada, mas perceber como utilizá-la melhor.
Tendo isso em conta, diria que o balanço para já é positivo, sentimos que se calhar ainda dava para fazer mais neste torneio, mas não foi mal de facto. Então a seguir a isto é crescer, é ir jogando estes torneios, é habituar aos oficiais.
Este torneio não foi particularmente fácil para o device, acabou por ter um impacto muito abaixo do esperado. Sentes que foram apenas maus dias para eles aqui no Porto ou ainda falta algum entrosamento para se sentir mais à vontade?
Eu diria que ele definitivamente tem um nível muito alto e o que quer que tenha acontecido cá não é sinal do que ele tem vindo a fazer, seja nos treinos como tal.
São coisas que simplesmente acontecem. Acho que ele tem estado muito bem. Ele é mesmo muito bom. A AWP dele é muito forte in-game.
Acho que simplesmente também pode ser o facto de como equipa não estarmos tão confortáveis nos oficiais e isso pode impactar definitivamente, especialmente com uma AWP é muito comum.
Também não tivemos os melhores dos sides, às vezes mal economia tínhamos e é muito difícil ele também poder ter o impacto dele quando assim é.
Ou seja, eu diria que a melhor cara dele ainda está para vir. Para qualquer jogador individual não é nem metade do que a gente consegue fazer.

Sem objetivos definidos por agora, o Major de Singapura é a meta. Fotografia por: ROMAN/Gabriel Lemos
Vocês iniciaram oficialmente o vosso grind de VRS, agora vão ser LANs atrás de LANs, já têm duas confirmadas. Que objetivos aqui já estão traçados pela organização? Algum objetivo maior que vocês tenham para esta temporada?
Para esta temporada não temos objetivos. Isto já foi discutido e já foi abordado pela organização, pelos jogadores, pela staffs, por toda a gente dentro do projeto. O objetivo é simplesmente crescer no ranking e crescer como equipa e estar preparados para a segunda fase do ano.
O objetivo seria poder competir no Major de Singapura, que é o último deste ano, ou seja, esse é o grande objetivo, estar prontos mais nessa altura, porque o projeto é de facto a longo prazo e obviamente se o sucesso vier também a curto é positivo, mas se não vier não é por aí.
Algumas palavras finais ou agradecimentos que queres deixar a alguém?
Obrigado a toda a gente que esteve na arena e que apoiou. O vosso apoio é sempre muito importante. Obrigado a toda a gente que apoia os 100 Thieves. E no mais é isso. Obrigado também, kazac, pela entrevista.
Obrigado nós e boa sorte nesta aventura.
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