Fotografia por: Anybrain

A Anybrain, empresa portuguesa fundada por antigos alunos de engenharia da Universidade do Minho, partilhou os primeiros resultados da sua investigação mais recente.

No ativo desde 2015, a Anybrain está lançada no mercado internacional com a sua tecnologia patenteada onde já recebeu financiamento superior a 1,000,000€ de fundos como o Hovione Capital, a francesa Trust Esport e o Eggnet Capital.

Depois de trabalhar com equipas de Esports (estrangeiras e nacionais, como a OFFSET) com o seu “Perfometric”, a empresa portuguesa decidiu aplicar a sua mestria no processamento de grandes dados e inteligência artificial a outra área.

Com o intuito de ir mais além face aos anticheats convencionais como o Riot Vanguard, a equipa de devs juntou-se ao jogo do “Gato e do Rato” e uniu forças com a organizadora sueca G-Loot para testar a aplicação desta tecnologia no VALORANT.

Anybrain

Fotografia por: Anybrain

De 1 de setembro a 16 de dezembro de 2021, a Anybrain seguiu 28,583 jogadores na G-Loot e, segundo a própria, 2426 casos de fraude (provenientes de 723 utilizadores únicos) surgiram com base no feedback da sua plataforma e reports manuais.

Por fim, 386 jogadores acabaram banidos (336 da Anybrain e 50 manuais), com a empresa a afirmar que teve uma taxa de sucesso de 100% em 37 casos de bans ou bots que não foram detetados pelo Vanguard, dado promissor para o seu argumento.

O sistema necessita de mais dados ou investigação para casos específicos que não são considerados como cheats nas regras da G-Loot, no entanto já está a ser utilizado em mais jogos desde o dia 10 de dezembro: LOL, CS:GO, DOTA 2, PUBG e APEX.

A Anybrain utiliza mais de 70 biometrias comportamentais para criar uma impressão digital de cada jogador, prometendo 100% de eficácia contra bots com o seu algoritmo capaz de aprender e determinar se um comportamento é possível ou humano.

Nas suas palavras, a empresa portuguesa afirma que os “Aimbots fazem toda a pontaria e disparos por ti, portanto vamos medir menos ajustes pixel a pixel no rato; este é um parâmetro no meio de mais de setenta outros que olhamos com atenção.

A tecnologia requer, no máximo, duas horas para criar uma base para cada utilizador em cada jogo (…)  ela aprende e adapta o contexto por si só e, como requer apenas dados de interação, necessita de perceber nesse tempo se é um FPS, MOBA, RTS, etc.

Os anti-cheats mais atuais focam apenas no que está instalado no computador e não como os jogadores interagem com isso. A nossa abordagem focada no comportamento de jogadores é uma solução mais proativa e menos invasiva contra o uso de cheats.”

A Anybrain já colaborou com a Freaks4U e informou que se encontra em processos para integrar a sua tecnologia de inteligência artificial num jogo AAA por revelar, frisando que a sua plataforma não tem qualquer impacto no desempenho de jogos ou periféricos.

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