Imagem de Químicos prejudiciais à saúde encontrados em headphones na Europa
Imagem: Pexels

Segundo um estudo, não é só com o volume que tens de te preocupar quando estiveres a ouvir música: Químicos prejudiciais encontrados em plástico dos headphones.

Num estudo realizado pela organização sem fins lucrativos Arnika em parceria com o projeto ToxFree LIFE for All, verificou-se a existência de químicos prejudiciais no plástico dos headphones vendidos por diversas marcas na Europa.

O estudo em questão foi realizado tendo como base 81 pares de headphones de 50 marcas diferentes, incluindo Apple, Samsung, JBL, Sony, entre outras.

O resultado? Foram encontrados vestígios de Bisfenol A, um químico utilizado na criação de garrafas de água, embalagens alimentares, entre outros, e de Flalatos, que são químicos utilizados para tornar plásticos mais flexíveis e duradouros.

Ambos os químicos podem alegadamente interferir com o teu sistema hormonal e reprodutor, bem como com os teus níveis de obesidade, resistência à insulina, asma e problemas de concentração, respetivamente.

 

Embora o estudo afirme que o contacto direto com estas substâncias não apresente nenhum perigo iminente, o mesmo realça os possíveis efeitos visíveis a longo prazo e relacionados com a exposição prolongada às mesmas.

De notar também que, segundo o estudo, os materiais que tendem a estar em contacto direto com a pele mostram-se muito mais seguros, sendo os plásticos, como a carcaça dos headphones, os que agregam as maiores quantidades destes químicos prejudiciais.

Uma conclusão curiosa resultante do estudo é que enquanto aproximadamente metade dos produtos de marcas estabelecidas e conhecidas deram ‘sinal vermelho’ aos testes efetuados, apenas 31% dos produtos testados com origem em marketplaces chineses deram o mesmo tipo de sinal.

O significado? Segundo os testes realizados, produtos vindos destes mercados não apresentam, de facto, maior chance de conterem este tipo de substâncias, comprovando que um produto produzido por uma marca estabelecida não é imediatamente mais seguro que outros produtos sem marca, tipicamente vendidos nestes marketplaces.

O principal resultado e conclusão que a Arnika retirou do estudo é a importância de rever as leis europeias responsáveis, garantindo um nível de segurança maior para todas as crianças, jovens, adultos e idosos que utilizem estes produtos.


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