Testámos Clive Barker’s Hellraiser: Revival! A atmosfera e o design são brilhantes e fiéis aos filmes originais, mas o combate é infeliz.
O regresso de uma das maiores sagas do body horror e do sobrenatural chegou aos jogadores, mas a experiência deixa a desejar.
Clive Barker’s Hellraiser: Revival, desenvolvido pela Saber Interactive, consegue acertar em cheio na recriação do universo perturbador criado por Clive Barker, mas tropeça em várias decisões de jogo que afastam largamente o título da excelência.
Onde o jogo mais brilha é na sua direção artística. A atmosfera é simultaneamente aterradora e sensual, respeitando de forma categórica a estética e o espírito dos filmes originais de terror.
A campanha principal estende-se ao longo de 10 a 12 horas, apresentando uma estória cativante que vai prendendo o jogador do início ao fim, apesar de pecar por puzzles excessivamente fáceis e falta de variedade de inimigos, provavelmente devido à duração.
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A ação é o ponto mais fraco da experiência. O combate é desequilibrado, contando com uma escassez exagerada de munições que contrasta com segmentos de armas de fogo demasiado simples quando há balas para isso.
As armas brancas partem-se com demasiada facilidade e os itens de reparação acabam por ocupar espaço precioso no inventário.
Os bosses e mini-bosses são verdadeiras “esponjas de balas” com mecânicas muito limitadas.
Na tentativa de mostrar a sua vertente de sobrevivência, o título adota ainda mecânicas de gestão de inventário, economia e vendedoras ambulantes fortemente inspiradas em clássicos do género.
O combate fraco e a rigidez na gestão de inventário quebram o ritmo, mas a estória, o design e a atmosfera macabra salvam em parte a experiência.
Com um preço de lançamento a rondar os 40€, Clive Barker’s Hellraiser: Revival assume-se como uma recomendação sólida para os fãs da obra original.
Para quem não conhece o universo, a recomendação passa por rever o clássico cinematográfico de 1987 e aguardar por uma futura descida de preço do jogo.