RTP Arena Picks

A RTP Arena Picks é a rúbrica da RTP Arena onde vamos dar a conhecer as nossas escolhas no mundo dos videojogos e dos esports.

Conta com uma coletânea de grandes títulos onde ficarás a conhecer um pouco mais daquilo que nos liga à indústria dos videojogos. Esta não é uma lista dos melhores de cada género mas sim daqueles que nos fazem parar quando ouvimos o seu nome.

Não haverão só listas de géneros de videojogos como também outras mais especiais que podem apimentar as coisas como melhores jogadas de esports ou momentos mais memoráveis. Tudo está em aberto na RTP Arena Picks e a única coisa que une as nossas escolhas é o amor por esta indústria.

Hoje é dia de revelar as nossas escolhas para os Melhores Fighters da história! Como prometido, vão ocasionalmente haver convidados e o desta semana é uma lenda do género por solo nacional e convidado nosso noutras rúbricas, Nuno “V2” Vieira. 

Vê todas as nossas escolhas abaixo:


Commander Bonny – Mortal Kombat: Deception

Quando se fala de Fighters há alguns que aparecem imediamente à frente dos meus olhos. Podia escolher para esta lista Injustice 2 ou Killer Instict (o remake de 2013, claro) mas a minha opção caiu sobre o fighter mais impactante na minha vida para além dos seus combates.

Para quem não conhece, o Mortal Kombat Deception é o 7º jogo da saga Mortal Kombat da série principal e o 3º em 3D. Este jogo oferecia a entrada do mítico vilão-dragão Onaga e uma panóplia de modos de jogo nunca antes vistas num fighter.

Entre as inúmeras novidades em Mortal Kombat: Deception, durante os combates, os jogadores podiam alternar em 2 tipos de artes marciais e 1 arma em cada personagem, interagir com os espaços de formas mortais e continha um jogo de xadrez de combate – Chess Kombat, um jogo de tetris – Puzzle Kombat e foi o primeiro a permitir jogo online.

Para além de todos estes modos, tem aquele que considero o magnum opus de um modo história num jogo de luta. Era um RPG totalmente desenhado dentro de um fighter – Konquest Mode que permitia explorar todas as zonas reconhecidas da saga de Mortal Kombat de uma maneira nunca antes vista na série. Este modo tinha um sistema de horas, com dia e noite que alteravam as interações com os NPCs e com o mundo, inúmeros segredos espalhados pelo imenso mundo de MK, e relações entre personagens inovadoras para um jogo de 2004.

No combate propriamente dito, é um habitual Mortal Kombat, muita violência, liberdade de execução e evisceramentos glorificados marcavam mais uma rendição 3D da saga que visualmente era incrível para o seu ano de lançamento.

Tantas foram as tardes e noites agarrado à minha velhinha Xbox a tentar apanhar tudo o que havia para apanhar com um guião impresso ao meu lado. Precisava de fazer tempo para apanhar horas específicas do dia para desbloquear alguns combates, ou farmar moedas para conseguir abrir todo o conteúdo da Krypt. Nesta altura da indústria, os personagens não vinham todos desbloquados com o lançamento do jogo, pelo que este trabalho para desbloquear material tinha um peso diferente e era uma festa quando conseguíamos uma nova personagem.

Tirando os modos de história dos recentes Injustice onde o tema me agradou por motivos extra-jogo, nenhum antes me fez gostar tanto de um fighter como gostei de Deception. Sim. Eu jogo jogos de luta pela história.


ghazz – Tekken 3

Qualquer pessoa que me conheça sabe que não sou grande entusiasta de fighters, tanto que não foi difícil escolher o jogo para este RTP Arena Picks, até porque joguei mesmo muito poucos. Dei uns toques no Street Fighter, uns passeios (agradáveis) pelo Mortal Kombat, mas apenas um jogo deu-me realmente memórias divertidas e que ainda hoje me lembro.

Isto por volta de 1999-2000, quando tinha 5-6 anos, penso que até numa festa de aniversário minha. Um amigo da altura levou uma cópia do Tekken 3 a minha casa, assim como uma PlayStation 1 (na altura só tinha uma Sega Saturn e um Game Boy Color), e deu-se uma intensa tarde de button mashing. Talvez até tenha sido mais do que uma, agora que penso nisso.

Não me lembro propriamente do jogo, mas lembro-me que tinha uma personagem favorita, que desconfio que seja a mesma de muita gente – Eddie Gordo. Todos queriam jogar com o mestre da capoeira, aquele que tinha os ataques mais apelativos visualmente – era o mais “fixe”.

Se ganhei muito ou poucos combates? Sinceramente, não faço ideia. Naquela altura era muito à volta de quem conseguia carregar em mais teclas em menos tempo possível. Mas a verdade é que foi uma memória que me ficou, e que me irei sempre lembrar sempre que me perguntam qual o meu fighter preferido!


Dani – Super Smash Bros.

Confesso: não sou um gajo de fighters. Não acho que isso tenha mal nenhum e até percebo a magia do género, mas sinto-me sempre demasiado confinado no pequeno retângulo que a premissa do género tradicionalmente me oferece.

Sou, no entanto, um gajo de festa. E, por natureza, fighters são ótimos jogos de festa. Isto porque o esfoço de entrada é mínimo: pega neste comando, carrega nuns botões à toa e vais ver que até te safas. Com um pouco de sorte ainda dás um enxerto aquele tipo que tem a mania que é esperto.

Os fighters acompanharam-me em todas as festas de anos ou encontros de família ao longo da minha infância e eu levava pancada na maioria deles: Street Fighter II na SNES? Sempre a levar. Virtua Fighter na Saturn? Toma lá disto. O Tekken 3 na Playstation é capaz de ter sido o primeiro em que, por ter apanhado o jeito ao Hwoarang e tanta gente jogar o jogo na altura, lá ganhava quase tantas vezes quanto as que levava na pá. Isto tudo sem mexer muito com a minha paixão por vídeojogos. Até que, algures perto das férias de Verão de 2002, Super Smash Brothers Melee entra de rompante pela minha Gamecube adentro e a história muda completamente. O tema de abertura ainda hoje me causa pele de galinha…

Há um tipo de magia oculta que só a Nintendo consegue praticar e gastaram uma boa dose dela neste título. Para mim, que não tinha experienciado o SSB original, o Melee mudava completamente o género de jogos de luta, corrigindo muitos dos problemas que identificava nos anteriores.

Falta de personagens carismáticas? Nada melhor que juntar décadas e décadas de franchises icónicos e colocá-los todos à pancada! O retângulo claustrofóbico dos outros fighters? “Fora com ele!” Aqui há mapas de uma escala completamente diferente e a variedade de estratégias é particamente infinita. Falta de conteúdos single-player? “Hold my Smash!” Dezenas de modos diferentes e centenas de troféus com objetivos concretos garantiam diversão para milhares de horas. Isto antes de pegarmos sequer na variedade multiplayer que fez dele o fighter competitivo mais aclamado de todos os tempos.

A Gamecube foi a última (ou será a única?) consola lançada com uma pega. Sim, leste bem, uma pega de transporte:

E bem que essa “alça de plástico” me foi útil, já que onde quer que eu fosse lá ia eu de Gamecube na mão, com o disco de SSBM lá dentro e quatro comandos na mochila. Numa geração completamente dominada pela Playstation 2, não era nada fácil tirar o GTA III da TV de alguém, mas o Melee era capaz. A diversão multiplayer pela noite dentro era garantida e foram várias as Gamecube que o meu Melee ambulante “vendeu” a amigos e familiares. A mim o Melee vendeu-me o amor que ganhei por séries como Metroid, Fire Emblem e Earthbound e reforçou a paixão que já tinha por tantas outras franquias como Zelda, Star Fox ou F-Zero.

Hoje, quase 20 anos depois, não tenho dúvidas que SSBM não terá envelhecido tão bem como eu imagino, mas não precisa: depois da desilusão que para mim foi SSB Brawl, Super Smash Brothers Ultimate (da Nintendo Switch) é a melhor que versão de Smash alguma vez lançada e, apesar de eu continuar a levar na pá de qualquer pessoa que perceba minimamente do jogo, continua a ser inacreditavelmente divertido e acessível a qualquer jogador (casual ou competitivo) ou simplesmente a algum curioso que passe e veja a animação que o jogo proporciona.


Sara Lima – Dragon Ball FighterZ

Bom, antes de falar do jogo é preciso falar da saga Dragon Ball que eu acompanhei na minha infância, nos tempos em que os canais generalistas tinham espaço para desenhos animados durante a tarde (agora só na RTP2).
E, quando falo de infância, falo dos meus 6, 7, 8 anos (sim, já lá vai algum tempo) a acompanhar os episódios que passavam na tv TODOS os dias. Talvez alguns ainda se lembrem de trocar desenhos das personagens na escola primária.
A Bulma é temperamental (como eu… às vezes); o Boo dava-me arrepios (juro!), o sarcasmo do Vegeta fazia desta uma das minhas personagens preferidas e quem nunca sonhou ter uma nuvem voadora? 😀

O Dragon Ball FighterZ é especial, por um lado porque foi o primeiro jogo de sempre jogado por um convidado no novo formato de programa da RTP Arena (neste caso, o BhT-); por outro, porque é, na minha opinião, uma tradução perfeita da série no que toca a personagens, cenários e animações. E, sendo da Arc System Works, é também um excelente fighter com uma dinâmica especial de 3 para 3 que permite desfrutar do jogo de uma forma casual, mas com enorme potencial de esports!
Oferece ainda a possibilidade de comprar pacotes de música com os sons originais da série para criar um ambiente ainda mais nostálgico e, assim, viajar ao passado e às tardes que passava colada à televisão a ver Dragon Ball! 🙂


J1mbras – Saga Street Fighter

Impossível falar de fighters sem recordar o mítico jogo da Capcom: Street Fighter.

Lançado em 1987, Street Fighter foi uma saga que durou anos e passou por praticamente todas as plataformas.

O jogo era ideal para o confronto entre amigos, e fosse no salão de jogos, no PC ou na consola, muitas eram as horas passadas a tentar todos os truques que Ryo, Ken, Chun-Li, Vega, Blanka, Dhalsin e todos os outros personagens bem conhecidos faziam e que que eram difíceis de dominar!

De todos os títulos da saga, aquele em que perdi mais horas e que mais me convenceu foi o Street Fighter 2, era aquele jogo que estava sempre metido na consola.

Mesmo depois de me ter afastado dos fighters, continuei a acompanhar a marca “Street Fighter” que chegou até ao cinema, mas sem nunca conseguir o mesmo sucesso do jogo lançado no final da década de 80 e que teve o seu ponto mais alto nos anos 90.

Street Fighter é sem dúvida um clássico que me deixou muitas e boas memórias, e falar nele deixou-me com vontade de o voltar a jogar.

Caso tenham ficado com a mesma vontade, fica aqui o link para experimentarem 😉

https://www.retrogames.cz/play_304-SNES.php


Kazac – Dragon Ball Z: Budokai Tenkaichi 3

Ao longo da minha infância e adolescência, muitos foram os jogos de luta que geraram entretenimento e me marcaram, mas nenhum teve tantas horas dedicadas como o Dragon Ball Z: Budokai Tenkaichi 3.

Como fã da saga, os lançamentos anuais deste jogo de luta eram sempre um dos pontos altos na lista de desejos e o Budokai Tenkaichi 3 não foi excepção no final de 2007. Com mais de 150 personagens jogáveis e uma jogabilidade algo complicada mas fiel ao Dragon Ball, era tudo o que um fã queria na altura.

Desde o seu lançamento, o jogo teve presença assídua no leitor de discos da minha PlayStation 2 e também foi bem recebido na crítica internacional, com notas a variar entre o 7 e o 8,5 e um prémio para melhor jogo de luta desse ano, atribuído na E3 para a versão da Wii.

Várias mecânicas presentes neste título ajudavam a diferenciar a qualidade de cada um e dominar todas elas não era tarefa fácil. Para quem procura um bom desafio, até a dificuldade ajustável para o CPU permitia experiências desafiantes uma vez que a sua inteligência artificial foi melhorada, significando que o jogo não se tornava aborrecido para jogadores únicos.

Este foi o último título da linha Tenkaichi lançado e teve 3 milhões cópias vendidas globalmente na versão da PlayStation 2, sendo um jogo do qual só guardo boas memórias. Foram muitos os dias passados a aperfeiçoar a arte neste jogo para competir com amigos, resultando sempre em horas bem passadas entre todos.


V2 – Saga Tekken

O meu fighting game favorito é o Tekken. Foi um dos primeiros contactos que tive com fighting games e foi o que mais me marcou na minha infância muito pelos gráficos 3D que o jogo já oferecia no tempo da PlayStation 1 e pela oferta de personagens que tinha que para mim eram muito diferentes dos restantes jogos e mais chamativos.

Joguei primeiro o Tekken 2 e foi amor à primeira vista. Desde então que tenho jogado todas as edições de Tekken desde o Tekken 1 até ao último, o Tekken 7, passando por algumas iterações diferentes como o Tekken Tag Tournament e o Tekken Tag Tournament 2. O que me fascina no Tekken é que consegue ser um jogo simples para casuais (em comparação com outros jogos de luta) mas ao mesmo tempo muito técnico e eu gosto do desafio de conseguir jogar ao mais alto nível.

Não há satisfação maior do que ler o adversário correctamente ou conseguir fazer um combo super difícil sobre pressão.

Apesar de nunca ter ganho um torneio de Tekken certamente foi dos fighting games com que mais me diverti desde sempre.


Que achaste das escolhas da nossa equipa? Algum jogo que consideres que devia estar nesta lista? Conta-nos tudo nos comentários!

Esta nova rúbrica volta em breve com mais escolhas da tua equipa da RTP Arena e também alguns convidados surpresa. Há algum género que estejas curioso de saber a nossa preferência? Deixa nos comentários e pode ser que figure o próximo RTP Arena Picks!

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