O português André “Ag1l” Gil é um dos reforços para o regresso da 100 Thieves ao Counter-Strike e esteve presente numa conversa com as restantes novidades do plantel.

O ex-SAW sentou-se ao lado de Alex “poiii” Sundgren e William “sirah” Kjærsgaard para uma conversa com Sean Gares, o Head of FPS da organização.

Numa longa partilha de experiências em que os três jovens atletas se abriram relativamente ao seu passado, destaque para o português “Ag1l” que lembrou todo o percurso até chegar a Los Angeles para representar a 100 Thieves.

Com passagens por Rhyno, For The Win ou SAW durante os quase cinco anos ao mais alto nível em Portugal, o rifler recordou os tempos em que nem sequer imaginava o que era o CS.

Importância da BLAST e as dificuldades

Fã de Minecraft enquanto criança, o português cresceu com acesso rápido aos videojogos. Foi apenas com a estreia da BLAST em Lisboa que apontou ao sonho de se tornar jogador de Counter-Strike.

O primeiro contrato no meio do FPS competitivo não dava para muito, mas a faculdade também não o fascinou – durou apenas duas semanas. “Ganhava cerca de 300 euros”, lembrou sobre os primeiros passos de forma mais séria.

Numa altura em que o cenário apontava sempre aos mesmos nomes, como recorda, “Ag1l” sublinhou as dificuldades iniciais para um jogador conseguir prosperar no meio em Portugal.

No momento em que abandonou a faculdade, o apoio do pai foi um fator importante – já a mãe não viu com tão bons olhos esta decisão: “deixou de falar comigo durante duas semanas”.

A entrada na 100 Thieves

“Precisava de algo novo”, referiu sobre a entrada na 100 Thieves. Depois de uma temporada com números interessantes na SAW, o jovem recebeu várias propostas para prosseguir carreira fora do País.

O desafio de um projeto a “começar do zero” e “num ecossistema que promove o crescimento” foram fatores decisivos para a escolha do rifler, que disse estar “entusiasmado por jogar com “rain” e “device“.

“Se me dissessem que teria a oportunidade de jogar com eles, dizia que estavam malucos”, assumiu. O acolhimento e a mente aberta dos mais velhos tem sido um dos bons sinais para “Ag1l“, que se tem dado a conhecer aos novos companheiros neste início de ano.

Bootcamp e primeiros jogos

A 100 Thieves prepara-se para rumar à Sérvia no final de Janeiro após receber os atletas em Los Angeles, nos EUA, para um primeiro contacto entre o plantel.

O quinteto fará bootcamp na Sérvia e disputara o primeiro qualificador online no início de fevereiro.

A primeira LAN está marcada para fevereiro em Portugal. A 100 Thieves está confirmada na quinta edição da Roman Imperium Cup.

Lê as últimas novidades dos esports aqui.

PUB