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A história que a equipa dos YNG Sharks tem vindo a escrever, está a ser interessante de acompanhar, até porque nem sempre foi um mar de rosas.
Foi em Julho de 2017 que a equipa foi anunciada, um pouco sobre chuva de “pedras” devido à maneira como a organização foi comunicando com a comunidade, sobre a sua apresentação e posição na mesma. Uma das fortes críticas foi também o facto de terem trazido jogadores do Brasil e não terem feito investimento em talento português.
O primeiro lineup contava com uma cara bastante conhecida, Renato “nak” Nakano, jogador que foi campeão do mundo ainda no CS 1.6, quando se encontrava na equipa dos mibr e fazia-se acompanhar por 4 jogadores completamente desconhecidos na nossa scene mas que foram escolhidos a dedo pelo capitão e pelo treinador Hélder “coachi” Sancho.
Após terem demonstrado alguns bons resultados em qualificadores europeus, nomeadamente na ECS Temporada 4 e terem dominado o qualificador para a Superliga, a equipa foi convidada para estar presente no Cross Border Esport na Dinamarca, torneio importante que ia ao encontro daquilo que era um dos objectivos da equipa, tornar-se referência europeia.
Ainda sem se terem mostrado em Portugal praticamente nesta altura, arrancam um 3º/4º lugar em Sønderborg, tendo perdido na semi final contra os eXtatus, equipa que viria a vencer o torneio.

Após este excelente resultado, começaram a aparecer as competições em Portugal, na Famalicão Extreme Gaming conseguiram travar a equipa dos Alientech que foi quem dominou a scene portuguesa nesse ano e novamente estrearam-se da melhor maneira, desta vez perante a comunidade portuguesa. Seguiu-se a 4Gamers CS:GO Masters Porto, mas aí os Alientech fizeram a sua vingança e conseguiram levar a melhor, tendo a equipa dos YNG Sharks terminado em 3º lugar. 
Impossibilitados de jogar a Master League Portugal, em termos de ligas a equipa participou e venceu a 1ª temporada da Superliga CS:GO, dominou completamente a fase regular e depois na fase final realizada na Clickfiel Arena acabou por encontrar alguma resistência primeiro pelos defs e na grande final pelos Hexagone, mas acabou mesmo por se sagrar o grande vencedor.
Para finalizar o ano, a equipa foi tentar a sua sorte à nossa vizinha Espanha, no Bilbao Esports tournament, acompanhados de mais 4 equipas portuguesas, acabaram mesmo por ser a que chegou mais longe, tendo depois caído nas semi finais contra os gBots, tendo terminado em 3º/4º lugar.
2017 (nak, leo_druNky, GW, KHTEX e exit):

  • 3º/4º lugar – Cross Border Esports
  • 1º lugar – Famalicão Extreme Gaming
  • 3º lugar – 4Gamers CS:GO Masters Porto
  • 1º lugar – Superliga CS:GO
  • 3º/4º lugar – Bilbao Esports Tournament

Os seus resultados, maioritariamente os internacionais acabaram por ser a principal razão para a equipa ter alcançado o 56º lugar no ranking da HLTV, lugar esse que foi ficando longe pela falta de continuidade de torneios fora de Portugal, fazendo com que terminassem o ano no 206º lugar.
A equipa 5 meses depois de estar junta faz mudanças, primeiramente foi Denner “KHTEX” Barchfield a abandonar o projecto e a sair da equipa devido a não se ter adaptado ao facto de estar longe da família, e em seguida foi Wesley “GW” Vinícius que saltou do barco devido a problemas familiares.
Para colmatar essas saídas, os YNG Sharks foram buscar Jhonathan “Jnt” Silva e Rodrigo “RCF” Figueiredo de maneira a conseguirem apresentarem-se ainda melhor neste novo ano, e realmente bem que conseguiram.

Apesar de como equipa terem começado a conquistar o respeito dentro a comunidade, a sua organização ainda estava em clara guerra, tudo porque devido a problemas com os vistos dos jogadores, a equipa ainda se encontrava no Brasil mas com jogos pendentes da 2ª temporada da Superliga CS:GO, onde era pretendido que todas as equipas esperassem que eventualmente eles voltassem a Portugal para realizar os jogos em falta, sendo uma incógnita quando iriam voltar. 
Depois de terem abandonado a Superliga CS:GO e ainda estando no Brasil a equipa viu ali uma oportunidade de ouro, participar na ESL La League que poderia ajudar ainda mais a equipa a integrar-se nas melhores equipas da Europa, e foi isso mesmo que aconteceu, depois de vencer a FURIA numa final em BO5, conquistaram um bilhete de ouro para irem enfrentar os melhores do mundo na ESL Pro League.
Em Dallas a equipa apesar de ter perdido ambos os jogos que realizou, deixou no ar que poderia ter conseguido ali uma surpresa, tendo estado em vantagem várias vezes mas acusou também um pouco a falta de experiência, mas saíram de cabeça erguida.
Depois desta prestação a equipa recebeu um convite para o qualificador fechado da GG.Bet Summer EU, alcançaram o 3º lugar no mesmo passando para a GG.Bet Summer CIS + EU onde foram logo eliminados no primeiro jogo contra os forZe, terminando em 9º/16º.
Foram cerca de 2 meses sem competição com as “férias de verão”, mas voltaram com as energias renovadas, e isso deu logo para ver no qualificador do PLG Grand Slam, na grande final venceram os Detona e carimbaram o seu lugar em Abu Dhabi para mais um teste contra algumas das melhores equipas.
Falharam a qualificação para o Minor onde receberam convite para o qualificador, mas vingaram-me com a revalidação do título na ESL La League. Desta vez os outros finalistas eram os argentinos Isurus mas eram novamente os YNG Sharks a vencer, conquistando assim a 2ª presença na ESL Pro League.

Desta vez realizada em Odense, a fase final da ESL Pro League foi novamente muito bom para os tubarões, apesar de terem entrado totalmente com o pé esquerdo onde sofreram uma derrota pesada contra os seus compatriotas MIBR, deram a volta por cima e conseguiram um incrível 2-0 contra os North, no seu 3º jogo, apanharam os Na’Vi que confirmaram ser uma das melhores equipas do mundo e anularam completamente o seu adversário.
De volta a Portugal e depois de terem estado em competições mais exigentes, têm um fim de semana de bastante proveitoso, revalidaram o seu título na Famalicão Extreme Gaming batendo os GTZ Bulls na final por 2-1, e depois no dia seguinte, vencem a OMEN CS:GO Eurogamer Challenge Porto, desta vez batendo os OFFSET na final por 2-0 que apesar do resultado, foi bem disputada.
Em mais uma passagem pelo Brasil, a equipa acabou por perder na final da WESG Brasil contra os Imperial, ficando a uma vitória de representar o pais na final mundial.
Último torneio realizado em 2018 foi então o PLG Grand Slam, eram uma das melhores equipas presentes e podiam uma surpresa, passam em 2º lugar no seu grupo atrás de fnatic, batem os TyLoo no primeiro jogo dos playoffs mas depois caem para os G2 por 2-1, terminando em 3º/4º lugar em mais uma boa performance internacional.

2018 (nak, leo_druNky, exit, RCF e jnt):

  • 1º lugar – ESL La League 1ª temporada
  • 13º/16º lugar – ESL Pro League 7ª temporada
  • 9º/16º lugar – GG.Bet Summer CIS + EU
  • 1º lugar – ESL La League 2ª temporada
  • 9º/12º lugar – ESL Pro League 8ª temporada
  • 1º lugar – Famalicão Extreme Gaming 2018
  • 1º lugar – OMEN CS:GO Eurogamer Challenge Porto
  • 2º lugar – WESG Brasil
  • 3º/4º lugar – PLG Grand Slam

Este excelente ano de 2018 fez com que a equipa que começou na 206ª posição, terminasse num brutal 30º lugar do ranking HLTV, entrando no lote das melhores equipas do mundo. A ser completamente excepção à regra, a equipa perto de fazer 1 ano e meio fez apenas duas alterações, sendo que a última foi à 10 meses atrás, foi trabalhando e aproveitando as oportunidades que iam surgindo, conseguindo escalar para atingir os seus objectivos. 
A organização agora mais recentemente também num registo mais amistoso e agradável vai fazendo as pazes com a comunidade portuguesa que vê esta equipa como exemplo a seguir.
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