Fotografia por: PGL/João Ferreira

Daniel “NABOWOW” Brito, agora ex-treinador da SAW, abordou a sua saída na noite passada com uma transmissão e várias respostas dadas à comunidade.

Na organização portuguesa desde janeiro de 2022, o veterano de 29 anos foi treinador adjunto, analista e treinador interino antes de assumir o comando em definitivo a junho de 2023, deixando ontem a posição num fim prematuro.

Com mais tempo em mãos, o técnico considerou “terrível” o timing de uma decisão com a qual não concorda, apontando o verão como a altura mais indicada para proceder a mudanças que, na sua visão, não eram de todo necessárias na equipa.

“Em minha defesa, os SAW querem afirmar-se em tier 1. Quando é que estiveram tão perto de o fazer como agora?”, referiu NABOWOW com foco nos últimos cinco meses, reforçando os “resultados nunca antes atingidos” e a necessidade de traçar novas metas realistas.

“É muito difícil chegares a este nível mas mais difícil ainda é manteres”, destacou o treinador que, neste momento, encontra-se a ponderar o seu futuro com “muita coisa em cima da mesa”, apontando a continuar como treinador, analista, comentador e/ou criador de conteúdo.

SAW Major

“Como é que vou dizer que a equipa estagnou quando atingimos resultados que nunca tivemos antes?” | Fotografia por: SAW

Entre outras hipóteses, a conclusão do seu curso como Personal Trainer também não foi descartada, revelando que está a “tentar manter uma boa vibe, estar positivo e olhar para o futuro de uma maneira risonha” mas que nem isso o impediu de ficar abalado com a oficialização.

“Quando a notícia ficou publica hoje às 14:00, foi quando me bateu mais um bocado. Quando me passaram a mensagem, até aceitei de forma tranquila…”, desabafou NABOWOW, chegando mesmo a afirmar que “foi apanhado na curva” pelos acontecimentos e decisão tomada.

Sem desentendimentos com ninguém, o treinador já tinha pressentido que algo se passava e que, apesar de ter saído a bem e “manter uma boa relação com toda a gente”, SAW é um capítulo encerrado: “Muito difícil é eu voltar a uma casa onde me mandaram embora a dizer: “Ok, não queremos mais os teus serviços, xau”.

Ainda com vínculo junto da SAW, Daniel Brito assegurou que a sua situação contratual não esteve ligada à sua saída, indicando que irá “resolver os termos contratuais na próxima semana” e que estes não serão entrave numa transferência para outra equipa, recordando ainda um episódio que não lhe agradou relativamente às renovações pós-RMR:

“O meu contrato não foi (renovado) e isso foi algo de que não gostei, essas renovações foram-me escondidas e eu não concordei… Percebo o porquê das renovações mas nunca fui metido nelas, ninguém mostrou interesse em renovar o meu contrato naquela altura.

Posso dizer que estive a tratar dessa renovação mas não chegamos a acordo, tinhamos um pré-acordo que, a partir de agora, perdeu todo o tipo de efeito.”

Movistar Riders Jinetes Blad3 Blade

NABOWOW vê em Blad3 o candidato #1 à sucessão | Fotografia por: Esportmaniacos/Marta Portela

Desafiado a apontar um sucessor para a sua posição, NABOWOW concordou que um nome como Juve deveria ser equacionado, julgando no entanto que o antigo treinador da Movistar Riders será o candidato mais apetecível: “Se Blad3 fosse parar aos SAW era muito bom mesmo (…)

É um nome muito forte. Nunca trabalhei com ele mas, da maneira que falam e para os objetivos que a SAW tem, com um coach como ele as coisas podiam tornar-se realidade.” 

Relativamente ao seu futuro, o técnico português acredita que um regresso a analista só poderia ser feito numa equipa grande com um treinador que tivesse muito para lhe oferecer em termos táticos, acreditando que o seu caminho terá sempre de ser feito fora de portas e nunca no cenário português.

“Em Portugal, tu só vais fazer isto nos SAW, não há outra equipa, a não ser que, por exemplo, os OFFSET voltassem. Falamos de valores de mercado diferentes dos que eram (praticados) antes, tem de se olhar para os resultados”, adiantou NABOWOW que já terá sido alvo de algumas abordagens.

“Não recebi propostas oficiais ainda mas já surgiu interesse”, considerando forte uma das equipas que já o sondou com ambições de estar presente no Major, não tendo participado no torneio de Copenhaga. Ainda sobre hipóteses de futuro, equipas brasileiras são do agrado do português que se mostrou feliz com a associação à FURIA.

FalleN FURIA Major

“Qualquer um que dissesse que não gostava de treinar o FalleN, é mentiroso” | Fotografia por: PGL

“É um reconhecimento do meu trabalho”, concluiu NABOWOW sobre os pedidos feitos por fãs da equipa, considerando improvável a sua contratação para o projeto no qual tem interesse: “Seria mentiroso se dissesse que não gostava de treinar a FURIA.

Qualquer um que dissesse que não gostava de treinar o FalleN, é mentiroso. Se aceitava uma proposta para os treinar? Provavelmente sim (…) teria de receber primeiro a proposta e analisar, mas gostava.”

Nos próximos tempos, o técnico irá aproveitar para passar mais tempo com a família, namorada e amigos antes de explorar as suas opções para o futuro, estando já aberto a contactos e a planear o passo seguinte com foco também na transmissão do seu conhecimento.

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