O treinador português Kevin “Hackali” Sousa recorreu às redes sociais para expor uma situação de “extremo desrespeito” e falta de profissionalismo por parte da BK ROG Esports.
A BK ROG Esports é uma organização francesa que compete na LFL1 (1ª divisão da Liga Francesa de League of Legends). O que começou como uma oportunidade para liderar o projeto técnico da equipa, que colocaria fim a uma pré-temporada de pesadelo, transformou-se num impasse contratual marcado por silêncios e desculpas invulgares.
De acordo com o relato do treinador, o contacto inicial para substituir o anterior técnico da BK ROG ocorreu a 9 de janeiro. Mais tarde, os próprios jogadores terão escolhido Hackali para o cargo a 18 de janeiro.
Seguindo a cronologia partilhada por Kevin Sousa, terá então começado um jogo de esquiva. Após o primeiro dia de treinos, o português solicitou uma reunião com o CEO para negociar o contrato, mas o tópico foi evitado pelo manager. No segundo dia, há uma nova tentativa por parte do técnico que recebe a resposta de que o CEO está num evento da ASUS, principal patrocinadora da equipa, e que voltará após o fim de semana. Chega a segunda-feira e novamente o manager da BK ROG Esports diz que o CEO ainda estará ocupado com o tal evento.
Worst offseason of all time: ⬇️ https://t.co/g89XKyJpzy pic.twitter.com/RPZ9fn67M1
— Hackali (@KevinHackali) February 3, 2026
Quase duas semanas depois do início dos eventos, sem paciência, Hackali terá lançado um ultimato em que iria deixar o projeto se não tivesse novidades, pois estava a aproximar-se o fim do mês e “há responsabilidades e contas para pagar“. O manager da equipa terá novamente tentado apaziguar a situação e tentar que o CEO fale o mais rapidamente possível com o treinador, algo que Kevin diz acreditar ter acontecido.
No dia 1 de fevereiro, é dito que o CEO pode finalmente falar com o Kevin e até foi partilhado o seu número de telefone com o treinador luso. Depois de várias tentativas de contacto, contudo, nada aconteceu e o CEO terá ignorado as mensagens e, através do manager, alegou que o seu telemóvel se tinha partido e que, por isso, não conseguia comunicar com o treinador.
Hackali afirma sentir-se “mentido e gozado” por uma organização que, segundo o próprio, já demonstrava problemas de gestão desde 2023/2024. Apesar de ter decidido abandonar o projeto devido à ausência de contrato e de salário, o treinador confirmou que irá manter-se no comando técnico durante os próximos três dias de jogos oficiais (4, 5 e 6 de fevereiro) contra a ZYB, Joblife e Solary: “Faço-o pelo respeito que tenho pelos meus jogadores e para não os deixar pendurados“, explicou Hackali, alertando futuros treinadores para a precariedade da situação na equipa francesa.
Após o dia 6 de fevereiro, o treinador português irá deixar a organização. Hackali expressou o seu desânimo com o atual estado da cena competitiva, admitindo que poderá procurar um emprego fora dos esports enquanto se dedica ao streaming, dada a dificuldade em encontrar projetos sólidos nesta altura do mercado.
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