Imagem de Computador biológico com neurónios humanos aprende a jogar DOOM
Imagem: Cortical Labs

Investigadores alcançaram um marco na computação biológica ao treinar neurónios humanos, cultivados num chip, para jogar o clássico de 1993, DOOM.

O sistema, que utiliza uma interface bio-digital, demonstra a capacidade de células vivas processarem informações complexas em ambientes virtuais tridimensionais, indo além de experiências anteriores mais simples, como o jogo Pong.

O que está em discussão e no que consistiu toda a experiência:

  • Os neurónios são cultivados sobre uma matriz de microelétrodos que envia sinais elétricos como feedback sensorial.
  • A atividade elétrica gerada pelas células é descodificada e convertida em comandos de movimento e disparo dentro do jogo.
  • Ao contrário da inteligência artificial tradicional, o computador biológico joga DOOM utilizando plasticidade neuronal para aprender a distinguir entre estímulos “positivos” (progresso no nível) e “negativos” (sofrer dano).
  • A experiência visa estudar o processamento de informação biológica e o potencial de sistemas híbridos para tarefas de computação de baixo consumo energético.

Embora o desempenho ainda não iguale o de um jogador humano ou de uma IA avançada, a capacidade de navegar num mapa 3D e identificar inimigos revela um nível de processamento cognitivo rudimentar, mas funcional.

A integração de tecido biológico em arquiteturas digitais enfrenta barreiras de escalabilidade devido à longevidade celular e à exigência de ambientes laboratoriais controlados.

No entanto, a eficiência energética destas redes, que processam dados com uma fração do consumo elétrico de GPUs de silício, posiciona o hardware orgânico como uma alternativa viável para processamento paralelo e raciocínio espacial complexo em sistemas híbridos futuros.

Este avanço também abre caminho para novas investigações sobre como o cérebro humano aprende e como essa eficiência pode ser replicada em hardware sintético.

Se estiveres interessado em saber detalhes mais técnicos sobre este projeto da Cortical  Labs, podes explorar os documentos oficiais aqui.

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