Menos de três semanas após a estreia oficial de 2XKO, a Riot Games avançou com uma vaga de despedimentos que eliminou quase 50% da equipa de desenvolvimento do jogo de luta.
A decisão apanhou a indústria de surpresa, uma vez que o título ainda se encontra na sua fase inicial de vida, levantando sérias dúvidas sobre o suporte a longo prazo e o futuro do seu ecossistema competitivo, apesar da Riot garantir que o futuro do jogo não está em perigo.
Embora 2XKO, antes conhecido como Project L, tenha gerado um enorme hype durante o seu desenvolvimento, os números de lançamento podem não ter atingido as metas ambiciosas da Riot. A empresa justifica a decisão como uma necessidade de “ajustar o tamanho da equipa às necessidades atuais do projeto”.
No total, cerca de 80 trabalhadores perderam o emprego. Reports indicam que as áreas de animação e design de personagens foram as mais afetadas no projeto.
A Riot Games defende que estes cortes fazem parte de uma estratégia global de foco nos seus pilares principais, mas a rapidez com que ocorreram após o lançamento de 2XKO sugere um erro de planeamento orçamental, ou uma recepção de mercado abaixo do esperado.
Com o calendário de Esports para 2026 já anunciado, a comunidade competitiva questiona agora se os torneios planeados para o EVO e para o Mundial de 2XKO terão a escala prometida, mas a Riot garante que todo o cenário apresentado continuará a funcionar normalmente e que continuará a trabalhar com organizadores para realizar os eventos e continuar com o jogo.
Até hoje a Riot Games não fechou portas de nenhum dos seus jogos Live Service, apesar de já ter feito reduções de equipas noutro título, o LoR em 2022. Atualmente a empresa gere: League of Legends, VALORANT, Legends of Runeterra, 2XKO, Wild Rift e Teamfight Tactics, para além do seu jogo de cartas físicas, Riftbound.
— Riot Games (@riotgames) February 9, 2026
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