Saltar ligações

Vender boost é crime na Coreia do Sul

Por RTP Arena em

O “boosting” é um problema grave nos jogos online e quando é feito por dinheiro, a infracção é ainda mais grave. Para auxiliar as developers, o governo sul coreano tornou os serviços de boosting ilegais e puníveis com prisão.

Os serviços de venda de rank (ou boost) são um problema recorrente nos jogos online e facilmente acessíveis… Pelo quantia certa. Nos vários websites disponíveis online, os preços variam entre 6.5 e 11€ por rank, nas classificações mais baixas. No League of Legends, um boost de Diamond I para Master pode custar até 230€. Na mesma medida, um boost de Iron IV até Master pode requerer um pagamento até próximo dos 1000€.

Logicamente, estes serviços exigem tempo despendido, quando feitos por humanos, e o esforço necessário poderá ser a principal causa para o custo elevado destes serviços. Ainda assim, os lucros que geram são enormes. O portal Esports News UK relatou que um booster que o faça ao serviço de uma das entidades que os disponibilizam podem receber perto de 700€ por mês pelo seu trabalho. Para evitar que este dinheiro fosse interceptado pelas finanças como ilegal, quem fornecia estes serviços chegou mesmo a abrir actividade financeira e a registar a empresa de modo a legalizar a receita obtida.

Além de serviços de boost de rank, estas entidades disponibilizam, também, serviços de boost de vitórias, jogos em duo queue, jogos de placement e, ainda, vários jogos normais.

Na sua maioria, as developers colocam regras que proíbem e condenam a oferta ou compra destes serviços por forma a evitar massas de jogadores desagradadas com o assunto e, agora, o governo sul-coreano decidiu dar uma ajuda para desmotivar ainda mais os indivíduos e/ou colectividades que prestam estes serviços. De acordo com uma lei aprovada recentemente e que entrará em vigor nos próximos seis meses, os serviços de boost poderão resultar em multas superiores a 15.000€ e até 2 anos de prisão.

Um representante sem função identificada de nome Lee Sang-sup comentou em relação a estes serviços: “A maioria dos jogos mais populares estão a sofrer graças às empresas que prestam estes serviços. Eles têm sido um cancro que magoa o ecossistema dos esports, o gamer casual bem como o utilizador de forma geral. Agora que esta emenda passou, ela vai contribuir para um ecossistema de esports saudável.

Os serviços de boosting são prejudiciais para o ecossistema competitivo interno dos jogos. Eles colocam jogares, teoricamente, mais fracos em ranks elevados e pela sua falta de capacidade dde jogar aquele nível, o jogador “boostado” não conseguirá corresponder às exigências do rank. Por sua vez, prejudicará a experiência dos outros jogadores que o acompanham na equipa e aumentando, assim, o descontentamento desses jogadores afectados face ao jogo que jogam.

Lê as últimas novidades dos esports aqui.