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Valve aplica regras para prevenir conflitos de interesses

Por RTP Arena em

O Counter-Strike: Global Offensive é um dos maiores títulos no que toca a competições de desportos electrónicos e os seus números, de forma geral, atraem muitos investidores. Por vezes, estes chegam até a ser donos (total ou parcialmente) de mais do que uma equipa e isto pode causar conflitos de interesses. Para evitar estes problemas, a Valve decidiu aplicar uma regra de prevenção.

A regra entrará já em vigor no próximo Major de Londres organizado pela FaceIT e diz:

6.7 – Restrições de Entrada

Equipas e jogadores não devem ter qualquer interesse financeiro no sucesso de outra equipa contra quem estejam a competir. Para participar no Major de Outono de 2018, os jogadores e equipas serão obrigados a afirmar que não têm qualquer ligação financeira (incluindo, mas não limitado a, gestão partilhada, propriedade de entidades partilhada, licenciamento, e empréstimos) com qualquer outra equipa participante ou os seus jogadores. Se equipas ou jogadores tiverem um acordo ou negócio combinado que possa ser preocupante, então devem dirigir-se aos oficiais do torneio para que estes sejam discutidos.

Adaptado para português do conjunto de regras disponibilizado pela FaceIT aqui.

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Existem, actualmente, várias entidades que são donas (total ou parcialmente) de empresas e/ou equipas que competem ou se relacionam com competições oficiais da Valve. Exemplos disto são a ESForce Holdings que detém parte dos Virtus.Pro e dos SK Gaming, além de estar ligada à Epicenter e ao CSGO Lounge. Outro exemplo é a RFRSH Entertainment que está envolvida  nas decisões dos Astralis, Heroic e, ainda, na organização da BLAST Pro Series.

Com esta nova regra, ambas as equipas tanto da ESForce Holdings e da RFRSH Entertainment, por exemplo, não poderão participar no Major ou nos seus qualificadores devido a conflito de interesses. Este conflito de interesses poderia surgir num Virtus.Pro vs SK Gaming, por exemplo, onde a vitória de uma sobre a outra poderia ser algo combinado dentro da ESForce para o benefício financeiro da entidade detentora de uma percentagem de ambas as equipas.

Esta nova regra da Valve não acusa directamente nenhuma destas empresas ou outras em situações semelhantes vindo, no entanto, a ser aplicada para que não haja situações desagradáveis de resultados combinados entre equipas equipas cuja empresa-mãe é partilhada. Assim, a Valve aplica esta regra de modo a tentar manter a integridade competitiva do jogo para que este continue a ser um título de sucesso e adorado por tantos de nós, adeptos de desportos electrónicos.

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