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GWENT – Entrevistas a jogadores portugueses

Por RTP Arena em

Olá malta!! Daqui fala-vos mais uma vez Jota!

Desta vez vamos ter algo diferente! Visto que o Gwent está ainda na fase de crescimento, é normal que não se conheçam membros notórios da comunidade. No entanto, já temos alguns Portugueses em competição muito alta, até a nível internacional. Deste modo, pensei em trazer-vos uma entrevista a 3 jogares que não só estão nas condições referidas, mas que também já são conhecidos por uma grande massa, quer de Gwent, quer de outros card games. Temos então Lamios, jogador da equipa Gwentleman e que já esteve a #1 no mundo; Smoklin, jogador da equipa FTW que já conquistou top 100 mundial; e por fim DrBoom, que ingressou recentemente também na FTW, jogador da selecção nacional de Hearthstone e que está também a lutar pelos lugares de topo agora em Gwent.

Vamos ver o que eles têm para dizer em relação a algumas perguntas:

Para os poucos leitores que não vos conhecem, quem são vocês e como chegaram ao Gwent?

Lamios: O meu nome é João, nick Lamios, e jogo Gwent desde o início do Closed Beta – vim do Witcher 3, pedi acesso, recebi uma key. Tenho 10 anos de experiência competitiva em card games, portanto senti-me rapidamente em casa.

Smoklin: O meu nome é Smoklin, e jogo Gwent pela For The Win. Antes do Gwent, já tinha jogado Hearthstone pela mesma organização, desde a Closed Beta. No Hearthstone, alcancei alguns bons resultados a nível nacional (alcancei o terceiro lugar no Iberanime 2016, venci um Tavern Hero Qualifier e fui um dos nomeados para os Hearthstone Global Games) e alguns resultados menores, mas não menos satisfatórios, a nível internacional, incluindo um finish no top 100 do servidor europeu. Sempre segui o Lifecoach e tenho uma grande consideração por ele, pelo que quando este se tornou o primeiro grande embaixador do Gwent, saindo do Hearthstone para se dedicar totalmente a este jogo, decidi experimentá-lo também. Apaixonei-me mal comecei a jogá-lo e tenho jogado desde a Closed Beta, tendo conseguido um top 100 finish no final da mesma.

DrBoom: Sou o DrBoomPt vim do Hearthstone (nome bastante apelativo para o mesmo) com intuito de manter a figura emblemática! Just kidding, foi para dar continuidade ao trabalho feito até agora nos cards games. Cheguei ao Gwent pois o RNG do Hs colocou-me, de certa forma, numa posição frustrante onde o trabalho e horas de jogo não eram devidamente recompensadas muitas das vezes. Então decidi tentar o gwent pois esta componente não apresenta grande efeito. Assim como o gosto pelas personagens (tendo jogado muito tempo o Witcher e isso cativou-me ainda mais).

O que acham de Gwent até agora como jogo?

Lamios: É um dos melhores card games do mercado, tanto em CCG como em TCG. A falta de mana / controlo de recursos aliada ao conceito de card advantage na maneira única como existe no Gwent torna-o particularmente interessante. O facto de existirem 3 rondas e de a RNG ser minimizada adiciona profundidade torna o jogo muito mais apelativo para jogadores competitivos.

Smoklin: Até agora, o Gwent tem sido uma gigante lufada de ar fresco. Comparativamente a outros CCGs que tenho tido a possibilidade de conhecer desde que comecei a jogar Hearthstone, incluindo o mesmo, o Gwent foi capaz de introduzir várias mecânicas inovadoras e interessantes, tais como as várias rows para jogar e a inexistência de um sistema de progressão tal como o sistema de mana. No Gwent, em todas as partidas, o jogador tem a possibilidade de jogar com, pelo menos, 60% do seu deck. Isto faz com que deckbuilding seja muito mais recompensado, dado que os jogadores têm a capacidade de efetivamente jogar com o seu deck, em vez de jogarem apenas com as cartas que conseguem comprar.

DrBoom: É um jogo com grande potencial, diferente dos outros cards games onde a estratégia e o long time plan interfere bastante no processo e forma de jogar de cada jogador. É aí que entra a parte mais skill de cada um o que torna este jogo bastante competitivo.

Acreditam na possibilidade de Gwent ficar estabelecido como um esport? Se sim, quão em breve e acham que as multigamings portuguesas devem começar já a preparar-se para tal?

Lamios: Absolutamente. Os Gwentlemen são já uma empresa consolidada no mundo do Gwent – os Evil Geniuses e os Fade 2 Karma já ambos têm divisões de gwent estabelecidas, tal como a Complexity Gaming. O primeiro torneio oficial de gwent teve uma prize pool ridiculamente grande para um torneio inaugural de um jogo em closed beta. Gwent já é um esport, e vai apenas continuar a crescer.

Smoklin: Sim, definitivamente. Em primeiro lugar, acho que o Gwent é não só um jogo diferente e divertido, como extremamente desafiante. O Gwent junta um baixo skill floor (qualquer um pode rapidamente compreender o jogo e aproveitá-lo) a um skill ceiling muitíssimo alto (é frequente jogadores internacionalmente reconhecidos alcançarem winrates acima de 80%, o que em jogos de cartas é muito raro). Além de ser um jogo interessante em si, o Gwent foi também criado de raiz para se tornar num eSport. A CD Projekt Red é uma equipa altamente competente, como já demonstrou no desenvolvimento da série The Witcher, que acabou por levar à criação do Gwent. Adicionalmente, é extremamente empenhada, e acredito que, apesar da sua inexperiência com CCGs, será capaz de aprender rapidamente com os seus erros e de manter o jogo excitante e competitivo. O Gwent tem um potencial tremendo, dado que alia um gameplay desafiante e inovador a uma equipa com muito potencial, que tem fundos para criar uma cena internacional bastante competitiva e que desde o início se comprometeu a fazê-lo.

DrBoom: O jogo ainda está em modo beta, porém apresenta grande potencial ao nível competitivo, isto é, tem tudo para que a competição seja o mais justo possível assim como só mesmo os melhores estarão no topo. Com isto, o modo casual cai um bocado na scene do Gwent sendo esta uma componente que pode afetar a divulgação do jogo e o interesse das multigaming. O jogo apresenta já números astronómicos para uma beta game e é aí que as multigaming portuguesas se devem focar. Na capacidade que o jogo tem para se tornar um óptimo esport competitivo e não um jogo com mais jogadores casuais do que propriamente jogadores competitivos.

Estão a pensar em streamar ou fazer algum tipo de content relacionado com Gwent?

Lamios: Já streamo (twitch.tv/lami0s) e produzo conteúdo para os gwentlemen (gwentlemen.com) regularmente. Planeio manter.

SmoklinJá fiz alguns streams de Gwent na minha página do Twitch (www.twitch.tv/smoklin) e pretendo continuar a criar conteúdo nos próximos tempos. O Hearthstone já demonstrou que temos jogadores capazes de se afirmar na área dos CCGs, e sendo Gwent o jogo perfeito para que tal aconteça, quero contribuir também eu com a minha parte para que possamos criar uma comunidade unida e de alto nível.

DrBoom: Semanalmente, numa altura onde o jogo estará mais firme, ou seja, fixed e estável tanto ao nível mecânico/apresentação como ao nível competitivo/gaming, iremos fazer streams quer gameplay quer content deckbuilding e techs assim como vamos lançar artigos de forma constante para cativar o pessoal e também mostrar o nosso trabalho.

O último patch saiu no dia 5 de Julho (há poucos dias). Quais as primeiras impressões deste hotfix?

Lamios: Positivas. No geral acho efeitos contínuos tremendamente pouco saudáveis para qualquer jogo de cartas, e a prevalência de Weather no último patch era de longe exagerada. Weather deve ser uma mecânica que sobrevive à base de sinergias (Wild Hunt, por exemplo) e nunca à base do Value puro que oferece.

SmoklinDaquilo que tive a possibilidade de observar, tudo me leva à conclusão de que Northern Realms serão o manda-chuva deste patch. A faction está neste momento no terceiro lugar a nível competitivo (referente ao ultimo patch), e os nerfs às duas classe mais dominantes (Skellige e Monsters), em conjunto com alguns buffs que levaram, devem chegar para que se afirmem como a faction de topo. Até ao momento, a CDPR tem vindo a fazer múltiplas alterações por patch, o que faz com que a meta seja muito difícil de prever, mas acredito que, tal como aconteceu até agora, todas as factions vão ter acesso a alguns decks competitivos.

DrBoom: Balanceou muito o meta do jogo, já não vemos tanto os mesmo decks, os big bears (ficaram maiores) mais, a grande componente do deck assim como o weather veio a trazer mais justiça e equilíbrio ao jogo para as outras fações o que torna tudo mais engraçado, menos repetitivo (sempre os mesmo mirrors e matchups) o que dá asas a imaginação e deckbuilding ( o que eu adoro já desde os outros cards games) o que leva a um aumento exponencial da saúde do jogo e do interesse dos gamers.

Ainda em relação à pergunta anterior, acham que os developers estão a fazer um bom trabalho em termos de manter o poder equilibrado entre diferentes estratégias?

Lamios: Absolutamente, o jogo tem sido constantemente melhorado desde closed beta. O influxo de novos jogadores traz mais vozes crítica

s (principalmente de quem jogou outros jogos de cartas e tenta aplicar os mesmos padrões ao Gwent, que é um jogo fundamentalmente diferente da maioria dos jogos no mercado), mas o balance tem melhorado.

Smoklin: Acho que, tendo em conta que só se aventuraram pelos CCGs há pouco tempo, a CDPR tem feito um ótimo trabalho. A equipa tem vindo a ouvir o feedback da comunidade o que, a meu ver, é uma das atitudes mais importantes para o sucesso (assente no princípio básico de Marketing de planear, criar, comunicar e entregar valor ao consumidor). As alterações têm sido, por vezes, um pouco exageradas, dando buffs ou nerfs em demasia, mas as alterações em si são corretas. Acredito que, com o tempo, conseguirão encontrar um equilíbrio e fazer com que o jogo seja alterado de patch para patch, mas que não mude drasticamente.

DrBoom: Os developers do gwent são muito recetivos! Ouvem sempre as criticas e elogios dos jogadores e isso faz com que tudo se torne mais fácil e mais apelativo (nada melhor que ouvir o cliente) justificando os nerfs de forma a que as cartas continuem a ser jogadas e não exterminadas do jogo como nos outros cards games. E é isso que torna também o próprio jogo apelativo, pois sabemos que há um conjunto de medidas que serão tomadas mediante a analise critica de quem o joga e não de quem o produz e isso para mim é fantástico PS : o nerf ao weather se calhar foi um pouco agressivo mas ainda estamos no inicio.

Qual o vosso objectivo no jogo? Estão simplesmente a aproveitar a viajem ou têm planos de chegar ao topo?

Lamios: #1 na ladder e sucesso nos torneios, como sempre. #1 na ladder já foi alcançado várias vezes, sucesso nos torneios também (top2 passiflora, top 8 gwentlemen invitational, top 8 Gwentlemen’s open). O objetivo agora é manter e melhorar.

Smoklin: Em tudo o que faço gosto de ser o melhor. No Gwent a minha abordagem é a mesma. Adoro o jogo e isso só me motiva a querer aprender a melhorar. Neste momento, quero focar-me em destacar-me a nível nacional e começar a salientar-me no plano internacional. O primeiro passo foi o top 100 que consegui atingir na Closed Beta. Agora, é continuar a melhorar.

DrBoom: O objetivo é o topo , sempre! Plano é mesmo top 100 mundial e estamos a fazer de tudo para o poder alcançar já numa situação de beta game. O plano agora será traçado juntamente com a equipa e tenho a certeza que a FTW vai estar sempre bem representada por nós na scene internacional e nacional. Aproveitando desde já para realçar que a comunidade tuga está a crescer e com asas para levar muitos portugueses ao topo também.

Acham que o jogo é generoso para novos jogadores ou que devia oferecer mais?

Lamios: É o jogo de cartas mais generoso do mercado de longe. Em lado nenhum uma coleção completa é atingida tão rapidamente como no Gwent.

Smoklin: O único ponto de comparação que tenho é o Hearthstone. Comparativamente a este, o Gwent é brutalmente generoso. Enquanto no Hearthstone jogava, por vezes, 5 a 12 horas por dia e nunca conseguia completar uma expansão, no Gwent um jogador F2P, tal como eu, consegue ter uma coleção completa em 2 ou 3 meses, o que é largamente satisfatório.

DrBoom: O jogo é bastante generoso, conseguimos gerar kegs inicialmente como pão, é realmente um jogo onde o tempo de jogo realmente compensa para completar a coleção assim como os scraps são bastante fáceis de colecionar e a escolha de 1 das 3 cartas nos kegs é simplesmente obra de Deus.

Estamos a chegar ao fim das perguntas, numa nota mais ligeira: Facção e carta favorita?

Lamios: Scoia’Tael e Ciri: Dash.

Smoklin: A minha faction preferida é a com que comecei a jogar: Monsters. O meu primeiro deck foi Consume e haverá sempre um lado de mim que quererá jogá-lo, ainda que a Meta não seja a ideal. Há algo de especial em começar com pequenos e insignificantes monstrinhos e acabar com cartas na ordem dos 40 e 50 pontos, preferencialmente em carryover.

Na mesma linha de pensamento, a minha carta preferida é provavelmente Katakan. Simples, mas extremamente versátil e poderosa. Sabe super bem quando consegues não só destruir o graveyard de Skellige mas fortalecer-te ao fazê-lo.

DrBoom: Monsters; Succubus.

Para quem quiser acompanhar a vossa performance, onde vos podemos encontrar?

Lamios:

Twitter: twitter.com/JMCachada

Twitch: twitch.tv/lami0s

Smoklin:

Twitch: https://www.twitch.tv/smoklin 

Facebook: https://www.facebook.com/SmoklinGwent/ 

Twitter: https://twitter.com/SmoklinGwent 

DrBoom:

Facebook: https://www.facebook.com/Nuno-DrBoom-Ferreira-1840982729522381/

Twitter: https://twitter.com/DrBoom_HS

Espero que tenham gostado das opiniões destes jogadores influentes e de alta competição desta nova modalidade. Vamos todos fazer força para que, como eles opinam, Gwent venha a ser um grande nome nos eSports e também fazer muita força a apoia-los nas competições!

gwent joão

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